terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Dose diária 24 12 2013


Não confundir Destino com aquilo que “está escrito”, Destino, na minha visão, é o caminho que tomamos através das nossas escolhas, pois sentimos que devemos caminhar por ali, viver o presente e não buscar adivinhar o futuro, traçar e não trapacear.
"A moderna psicologia atribui diversos nomes à eterna questão de "ser aquilo que se é realmente" - o processo de individualização, a auto-realização, auto-atualização, autodesenvolvimento, etc. Seja qual for o rótulo que receba, o sentido oculto está claro: todos nós possuímos certos potenciais e capacidades intrínsecas. O que há a mais, em algum lugar dentro de nós, é o conhecimento primordial ou uma percepção pré-consciente de nossa verdadeira natureza, de nosso destino, de nossas habilidade e de nossa assim chamada vida. Não é só aquilo que temos de passar na vida, mas, num nível instintivo, aquilo que sabemos que a vida é.
Nossa realização, felicidade e bem-estar dependem de descobrirmos este modelo e de cooperarmos com a sua realização. O filósofo dinamarquês Kierkegaard observou que a forma mais comum de desespero é aquela de não sermos aquilo que realmente somos, acrescentando que uma forma mais profunda de desespero aparece quando se escolhe ser outro que não nós mesmo. O psicólogo Rollo May escreveu: “Quando a pessoa nega suas potencialidades e falha em realizá-las, sua condição é de culpa”. Teólogos interpretam o quarto pecado capital, a preguiça ou accidia, como “o pecado de falhar ao fazer de nossa vida aquilo que sabemos que poderíamos fazer dela”. Mas, como podemos nos ligar com a parte de nós mesmos que sabe o que poderíamos ser? Como podemos encontrar novamente a senda, quando já perdemos o caminho? Existe algum mapa capaz de nos guiar de volta a nós mesmos?
A Carta astrológica natal é este mapa. A fotografia do céu, como este se achava no lugar e na hora do nascimento, retrata simbolicamente a nossa única realidade, o nosso modelo inato e o nosso desígnio interior. O conhecimento dessa carta nos habilita a perceber aquilo que deveríamos estar fazendo naturalmente, se não tivéssemos sido frustados pela família, pela sociedade e talvez mais crucialmente, pela ambivalência de nossa própria natureza.
HOWARD SASPORTAS
Parte da introdução de “As Doze Casas”.
Para caminhar meu Destino precisarei de um mapa. Meu itinerário será traçado pelos astros.

Fonte: http://aviagemdoheroi.tumblr.com/

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