Amo minha casa.
Comprei todas as coisas que desejei para um dia fazer um espaço cultural, um bar, e agora me vejo querendo ir.
Mas acho que antes vou deixar muitas coisas em Fortaleza.
Poesias.
Não que a cidade mereça, mas porque ela precisa, precisa receber as coisas que me deu.
Vou senti falta dessa casa, mas diante de tantos erros que cometi em minha vida não preparando meu futuro, sinto que agora sim estou focado em melhorar profissionalmente. Enem, Cuba e determinação. Mudar a parti de hoje e continuar minhas pequenas intervenções.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Dose diária 28 10 2013
A estranha beleza efêmera das coisas.
- Andei pensando que a beleza da rosa está em sua efemeridade.
- Por ser passageira é bonita, é bonita por ser passageira, da mesma forma os melhores relacionamentos não o são?
Assim começa o meu futuro roteiro de ficção, mas ainda assim imagino se mais alguém lê isso além de mim.
- Andei pensando que a beleza da rosa está em sua efemeridade.
- Por ser passageira é bonita, é bonita por ser passageira, da mesma forma os melhores relacionamentos não o são?
Assim começa o meu futuro roteiro de ficção, mas ainda assim imagino se mais alguém lê isso além de mim.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Dose diária 25 10 2013
Quero lembrar disso:
Fortaleza tem memória, mas tem pressa
- Escrito por Patrícia Moura
Memória e patrimônio histórico em questão
Ouço frequentemente pessoas falando que a cidade não tem memória. Muito pior: que não tem história, porque não soube preservar seu patrimônio histórico.
Façamos a gentileza de não julgar nossa cidade por um aspecto só. O patrimônio material de Fortaleza realmente teve e tem algumas questões problemáticas que o cercam, mas nosso patrimônio imaterial, por sua vez, é riquíssimo. Nossas danças, cantos, histórias, saberes, artesanato e tradições de uma criatividade transbordante.
Compreender as razões de Fortaleza não ter tantos bens tombados quanto deveria, por exemplo, é fundamental pra saber onde erramos e o que podemos fazer pra não errar mais.
Podemos comemorar o fato de que o Brasil foi o primeiro país da América Latina a proteger seu patrimônio, quando criou a legislação necessária pra isso em 1937. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, então, passou a identificar, proteger e gerir o patrimônio brasileiro. (a primeira lei de uso e ocupação do solo da capital veio somente em 1979).
Mas nem sempre ele trabalhou sob os mesmos critérios. No início, os principais conceitos que caracterizavam um bem como histórico eram sua excepcionalidade, monumentalidade e homogeneidade.
Pobre do patrimônio arquitetônico de Fortaleza, que não tinha nada tão excepcional (de significado histórico extremamente relevante pro país), nem tinha monumentos colossais como um Cristo Redentor, ou uma homogeneidade de estilos arquitetônicos impressionante.
A propósito, é a “falta de estilo” a maldição que caiu sobre a cidade. Alguns prédios são recentes, de um neoclássico que não atrai a atenção de pesquisadores e técnicos, ou são até mesmo “vira-latas” arquitetônicos: prédios sem estilo definido, um ecletismo que acaba sendo expressivamente nada aos olhos dos que avaliam os bens.
Os critérios técnicos por vezes menosprezam nosso patrimônio, que fica entregue aos critérios econômicos. Um prédio antigo fica vulnerável à degradação quando perde o sentido pra comunidade, quando não dialoga mais com a realidade ao redor, quando não tem mais uso possível, quando parece ter perdido todo o seu valor material. Sim, porque diante das dificuldades econômicas do nosso povo, o valor simbólico das coisas é um luxo dispensável.
O que quero dizer é: como explicar pra um senhor que possui um prédio antigo no Centro, herança de família, que ele não pode e não deve reforma-lo?
Também, o que esperar de uma cidade que vive principalmente do turismo? Que irradia uma imagem que sempre evoca praia, sol e lazer? Basta uma análise rápida nas propagandas que visam chamar turistas pra cidade e você percebe que são mostrados apenas alguns monumentos: a Iracema com o arco (na praia), as praias, a Ponte dos Ingleses, barracas de praia e parque aquático, a Praça do Ferreira e, de prédio, no máximo a Catedral, o Mercado Municipal e o Dragão do Mar e seu entorno restaurado, equipamento cultural construído na década de 90.
Defender o antigo numa sociedade que prega o tempo todo que o novo que é bonito, o novo é que tem valor? É como passear pela rua principal de Aquiraz. Casinhas antigas coexistindo com casas de fachadas retas, moderníssimas, revestidas com porcelanato brilhante, com janelas de vidro verde e esquadrias de alumínio branco.
Você então para pra perguntar a alguém sentado na calçada de uma casa antiga se ela se orgulha de ter preservado a casa como era, e ela diz que só não mudou ainda porque não tem o dinheiro necessário, porque afinal “pra cidade ir pra frente tem que modernizar”.
Parece mesmo que não é uma questão de falta de memória. Ela apenas é arrancada de nós pela força do dinheiro e pela pressa em parecermos modernos.
Texto: Patrícia Moura http://moraremfortaleza.com.br/
Fotos: Vicente de Paulo/ Felipe Camilo
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Dose diária 23 09 2013
Horta Funcional.
- Basta ver um antigo amor para Fortaleza se tornar um universo de danças melancólicas.
- Basta olhar um margarida sorrindo entre o branco e o amarelo para acreditar que a felicidade por ser algo simples, como tomar um café, um chá em sua varanda com flores.
- Basta acreditar que você é o senho de suas capacidade, sua existência é uma invenção, seu ser é uma invenção: sua.
Minha horta funcional, dando poesia a cidade que eu vivo.
Desde criança me relaciono melhor com flores, vegetais, árvores...
Será que existe uma certa caridade nas plantas? elas se doam mais que os próprios homens?
São mais generosas em sua simplicidade, colocam cores no mundo cinza.
Tenho de minha parte um cuidado, regar, molhar, olhar, adubar, colocar em outros vazos e em troca ela me sede sorrisos, temperos, frutas, a energia que lhe dou ela me devolve...
Desde criança me relaciono bem com plantas porque é fácil e igual nossas trocas, é tranqüilo e livre.
Quando adulto quero uma casa cheias de margaridas.
- Basta ver um antigo amor para Fortaleza se tornar um universo de danças melancólicas.
- Basta olhar um margarida sorrindo entre o branco e o amarelo para acreditar que a felicidade por ser algo simples, como tomar um café, um chá em sua varanda com flores.
- Basta acreditar que você é o senho de suas capacidade, sua existência é uma invenção, seu ser é uma invenção: sua.
Minha horta funcional, dando poesia a cidade que eu vivo.
Desde criança me relaciono melhor com flores, vegetais, árvores...
Será que existe uma certa caridade nas plantas? elas se doam mais que os próprios homens?
São mais generosas em sua simplicidade, colocam cores no mundo cinza.
Tenho de minha parte um cuidado, regar, molhar, olhar, adubar, colocar em outros vazos e em troca ela me sede sorrisos, temperos, frutas, a energia que lhe dou ela me devolve...
Desde criança me relaciono bem com plantas porque é fácil e igual nossas trocas, é tranqüilo e livre.
Quando adulto quero uma casa cheias de margaridas.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Dose diária 21 10 2013
Perdi tempo de mais procurando o sonho de outros, sei quais são os meus sonhos e minhas metas, fechar os ouvidos para o que os outros dizem, saber calar, agüentar e começar o caminho. Longo, lento mas essencial.
Em alguns anos, serei professor universitário de cinema, próximo ano Cuba, próxima semana enem... um passo de cada vez e lê essas palavras no futuro.
Em alguns anos, serei professor universitário de cinema, próximo ano Cuba, próxima semana enem... um passo de cada vez e lê essas palavras no futuro.
domingo, 20 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Dose diária 18 10 2013
Gostei dessa foto tirada pela Floriza Rios, minha namorada, tudo verde.
Um dia lindo com a calma e todas as coisas corretas que um dia têm que ter.
Um dia lindo com a calma e todas as coisas corretas que um dia têm que ter.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Dose diária 15 10 2013
QUERO LEMBRAR DESSA NOTICIA:
Demitri Túliodemitri@opovo.com.br
Sábado, 21 de setembro de 2013
"Ando sem paciência com uma elitezinha tacanha que está correndo um abaixo assinado para acabar com a ciclovia no miolo da Aldeota"
NOTÍCIA42 COMENTÁRIOS
Meus afetos por Fortaleza, pelo Ceará, são declarados. Não rejeito a tribo onde fui parido nem a mistura de sangue do índio com o português, o negro, o judeu e o mouro que deram no caboclo pardo que sou. Não me envergonho de ter rebentado na parte mais semiárida do Brasil, gleba que por muito tempo foi ignorada pelo invasor lusitano e o capitão-mor de Pernambuco. Tenho história.
Mas ando meio impaciente com a Cidade que me falta. Com as calçadas que não posso andar... Com os parques verdes que nunca existirão... Com o ônibus que não voltarei a pegar... Com o trânsito que me aperreia... Com a notícia que um fulano de tal esfolou alguém e explodiu pela segunda vez o mesmo banco...
Ando sem paciência com uma elitezinha tacanha que se acha dona até da alma das ruas e está correndo um abaixo assinado para acabar com a ciclovia no miolo da Aldeota. Ora, ora, deve ser o mesmo povo que cola na Hilux o adesivo #simviadutos e acha um absurdo a morte dos peixes do finado rio Tiête. E se deslumbra porque São Paulo tem um Ibirapuera ou em Nova York vivem um Central Park e esquilos.
Mesmo magote de gente fresca que leva o cachorro para passear e não se digna de apanhar a merda do animal. Vejam, vejam... Os cães (confinados) de estimação têm o direito de ir e vir nas calçadas, mas as levas de operário da construção civil que vão e vêm de bicicleta não podem usar a ciclo-faixa da Ana Bilhar! Coméquepode, meu Deus?
E a desculpa nojenta, a grita, é assim: com a faixa de trânsito exclusiva para o canelau que usa bicicleta, os condôminos da Aldeota não poderão mais estacionar os automóveis em frente ao mar de prédios! E mais ainda. Quando chegarem as visitas para um chá ou vinho, elas não terão onde parar as carruagens! Tadinhas. É inacreditável o argumento, é inominável a arrogância.
E confesso, estou fazendo um esforço medonho para não ser preconceituoso com ninguém. Não sou da ala que defende que ricos e milionários não têm direito à Cidade. Não. Fortaleza, qualquer caverna do Ceará, tem de ser cada vez mais plural, mais pública, mais coletiva, mais tribo.
Possa ser que a semana não tenha me sido leve. Que uma amiga estimada tenha ido embora pra sempre e me façam falta os almoços em Messejana e seus 96 anos... Pode ser que eu esteja de TPM (homens também tem)... Mas estou por uma peinha. Sinto-me desconfortável na Cidade onde mais tenho afetos e não futuro deixar seu Mar nem me apagar de seu Sertão...
Mas não aguento mais motoqueiros trafegando nas calçadas, lixo em toda esquina e asfalto que se recapeia a cada seis meses e os buracos, ou mondrongos, não desaparecem de propósito... Também não tenho mais tolerância para delegacias que fazem de conta que funcionam, hospitais populares inviáveis e escolas públicas sofríveis...
Fortaleza está maltratada, estreita, claustrofóbica. Carece da gentileza pela gentileza, de gente generosa com suas ruas, sua história, suas árvores, seus cachorros, seus velhos, seus amanheceres... Há um tempo às avessas, aqui no Ceará, que me deixa desaprumado... Um rinoceronte em meu banheiro.
Ando meio sem fleuma com a Cidade que me ausenta...
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Dose diária 11 09 2013
Se reconciliar consigo é o passo mais rápido para estar bem com o mundo.
Assim acordei hoje, crente que tudo começa hoje.
Assim acordei hoje, crente que tudo começa hoje.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
Dose diária 05 10 2013
Estou pisando em letras, historias. Sim eu estou.
Ando mais normal (triste) do que nunca.
Ando escrevendo mais que o normal.
Pisando nas minhas próprias palavras.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Dose diária 03 10 2013
O ano não foi bom, não foi ruim, foi normal apenas.
Passou rápido, e penso muito no meu filme O Centro Invisível, espero que ele dê os frutos que ainda espero ter...
Fechar o ano certo que busquei todos os meus sonhos.
Passou rápido, e penso muito no meu filme O Centro Invisível, espero que ele dê os frutos que ainda espero ter...
Fechar o ano certo que busquei todos os meus sonhos.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
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