sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Dose diária 27 11 2013
Muito estranhos os movimentos dessa cidade para mim especialmente.
Sigo mais melancólico nos passos da noite, menos bebo nas ruas do Benfica, menos feio, mais atraente e menos interessado pelas mulheres(por todos) nas mesma proporção.
Na rua Gentil, dias de terça-feira o chorinho ainda é sagrado e o Assis meu dono de bar a mais de 10 anos.
Uma cerveja de graça dada a quem parte.
Memórias e pensamentos enchem meu copo mais do que qualquer liquido que embriague. Ou já ando entorpecido por esta só em um bar cheio. Não me sinto humano, não me sinto cidade... Fortaleza dorme em meus planos, meus bares fecham e eu para novos amores, novas risadas.
Fico com o som silencioso da cidade.
Sigo mais melancólico nos passos da noite, menos bebo nas ruas do Benfica, menos feio, mais atraente e menos interessado pelas mulheres(por todos) nas mesma proporção.
Na rua Gentil, dias de terça-feira o chorinho ainda é sagrado e o Assis meu dono de bar a mais de 10 anos.
Uma cerveja de graça dada a quem parte.
Memórias e pensamentos enchem meu copo mais do que qualquer liquido que embriague. Ou já ando entorpecido por esta só em um bar cheio. Não me sinto humano, não me sinto cidade... Fortaleza dorme em meus planos, meus bares fecham e eu para novos amores, novas risadas.
Fico com o som silencioso da cidade.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Dose diária 26 11 2013
Alo! To querendo sair da solidão... você demora chegar aqui?
Taxi: daqui 15 minutos.
Taxi: daqui 15 minutos.
domingo, 24 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Dose diária 22 11 2013
Quero lembrar disso:
MUCURIPE
Intervenção no Farol gera polêmica
21.11.2013
A Prefeitura apoia o evento, mas informa que não concedeu autorização para grafitarem o espaço
O Farol do Mucuripe se tornou o centro de uma polêmica. O bem, que é um patrimônio histórico do Ceará, mas encontra-se em estado precário de conservação, recebeu uma intervenção urbana, por meio do grafite. Então, começaram as indagações sobre a "legalidade" da ação. A questão foi levantada nas redes sociais e passou a ganhar espaço em meio a diversas pessoas.
Quem vai ao local ainda encontra grafiteiros, e há quem defenda que a iniciativa no Farol chamaria atenção das autoridades, enquanto outros acreditam que esta não é a melhor forma de mudar a situação do espaço FOTO: KIKO SILVA
Por meio do evento Festival Concreto, espaços da cidade foram indicados em conjunto com a Prefeitura para receberem as ações, o que não é o caso do Farol. Alguns cidadãos acreditam que a iniciativa no prédio chamaria atenção das autoridades, enquanto outros dizem que esta não é a melhor forma de mudar a situação de abandono.
Narcélio Grude, um dos coordenador do Festival Concreto, - evento por meio do qual estão ocorrendo as intervenções - afirma que a ideia de grafitar o Farol foi tomada por ele próprio. Porém, ele acredita que a pintura, "uma intervenção artística e cultural", não danificou o bem.
Rafael Lima Verde, xilogravurista ilustrador, foi um dos responsáveis pelo grafite no Farol. Além dele, outros dois aristas foram convidados pelo Festival Concreto, no qual pretende disseminar arte urbana na cidade.
O Farol do Mucuripe está abandonado há anos, em estado de conservação precária, com danos que podem até comprometer a estabilidade do prédio
O xilogravurista conta o que pretendia retratar mães com filhos dependentes químicos. Rafael acrescenta que a ideia é fazer o poder público lembrar daquele lugar. "O Farol foi abandonado pelas autoridades, mas foi ocupado por mendigos e usuários de crack. Passou a ser povoado de outra maneira" enfatiza.
O Farol está localizado na Rua Vicente de Castro, no Cais do Porto. No local também se encontra a comunidade Serviluz. Um dos moradores, conhecido como Mad, ajuda na nova pintura do patrimônio. "A nossa vontade era pintar tudo de preto, pra mostrar o luto da comunidade em relação ao abandono do Farol" conta. Mad reside no bairro há 17 anos e acredita que o descaso com relação ao bem é reflexo do desdém com a comunidade. "Se ele estivesse em um bairro nobre, não estaria destruído desse jeito. A gente quer que ele volte a ser como antes. A história da nossa cidade está aqui também" certifica.
Olhar
O arquiteto e urbanista Romeu Duarte não concorda com esta forma de chamar atenção. "Sou contra essa grafitagem, não é a forma correta de atrair o olhar do poder público" afirma. Ele enfatiza que esse ato vai contra a legislação que prevê a preservação do patrimônio público.
Já o secretário da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude de Fortaleza, Élcio Batista, afirma que a Prefeitura apoia o evento, mas que não concedeu nenhuma autorização para a intervenção no Farol. No entanto, outros locais receberam permissão, como os Centros Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas) da Capital.
O governo do Estado é o responsável pela conservação do Farol, tombado há cerca de 30 anos. Ontem, devido à polêmica, foi enviada uma equipe da Coordenadoria do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (Copahc) para uma visita técnica no local. Ficou constatado que o edifício encontra-se em situação precária de conservação, os danos podem até comprometer a estabilidade do prédio.
Por meio de nota, a Secretaria da Cultura do Estado (Secult) reconheceu a importância do arte urbana, mas considera que a grafitagem, como qualquer outra intervenção feita em um bem tombado, deve ter autorização prévia e orientação do órgão que processa o tombamento, para que a preservação do equipamento continue sendo feita.
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Quem vai ao local ainda encontra grafiteiros, e há quem defenda que a iniciativa no Farol chamaria atenção das autoridades, enquanto outros acreditam que esta não é a melhor forma de mudar a situação do espaço FOTO: KIKO SILVA
Por meio do evento Festival Concreto, espaços da cidade foram indicados em conjunto com a Prefeitura para receberem as ações, o que não é o caso do Farol. Alguns cidadãos acreditam que a iniciativa no prédio chamaria atenção das autoridades, enquanto outros dizem que esta não é a melhor forma de mudar a situação de abandono.
Narcélio Grude, um dos coordenador do Festival Concreto, - evento por meio do qual estão ocorrendo as intervenções - afirma que a ideia de grafitar o Farol foi tomada por ele próprio. Porém, ele acredita que a pintura, "uma intervenção artística e cultural", não danificou o bem.
O Farol do Mucuripe está abandonado há anos, em estado de conservação precária, com danos que podem até comprometer a estabilidade do prédio
O xilogravurista conta o que pretendia retratar mães com filhos dependentes químicos. Rafael acrescenta que a ideia é fazer o poder público lembrar daquele lugar. "O Farol foi abandonado pelas autoridades, mas foi ocupado por mendigos e usuários de crack. Passou a ser povoado de outra maneira" enfatiza.
O Farol está localizado na Rua Vicente de Castro, no Cais do Porto. No local também se encontra a comunidade Serviluz. Um dos moradores, conhecido como Mad, ajuda na nova pintura do patrimônio. "A nossa vontade era pintar tudo de preto, pra mostrar o luto da comunidade em relação ao abandono do Farol" conta. Mad reside no bairro há 17 anos e acredita que o descaso com relação ao bem é reflexo do desdém com a comunidade. "Se ele estivesse em um bairro nobre, não estaria destruído desse jeito. A gente quer que ele volte a ser como antes. A história da nossa cidade está aqui também" certifica.
Olhar
O arquiteto e urbanista Romeu Duarte não concorda com esta forma de chamar atenção. "Sou contra essa grafitagem, não é a forma correta de atrair o olhar do poder público" afirma. Ele enfatiza que esse ato vai contra a legislação que prevê a preservação do patrimônio público.
Já o secretário da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude de Fortaleza, Élcio Batista, afirma que a Prefeitura apoia o evento, mas que não concedeu nenhuma autorização para a intervenção no Farol. No entanto, outros locais receberam permissão, como os Centros Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas) da Capital.
O governo do Estado é o responsável pela conservação do Farol, tombado há cerca de 30 anos. Ontem, devido à polêmica, foi enviada uma equipe da Coordenadoria do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (Copahc) para uma visita técnica no local. Ficou constatado que o edifício encontra-se em situação precária de conservação, os danos podem até comprometer a estabilidade do prédio.
Por meio de nota, a Secretaria da Cultura do Estado (Secult) reconheceu a importância do arte urbana, mas considera que a grafitagem, como qualquer outra intervenção feita em um bem tombado, deve ter autorização prévia e orientação do órgão que processa o tombamento, para que a preservação do equipamento continue sendo feita.
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FÁBIO CAMPOS 21/11/2013
O Ceará sem farol
NOTÍCIA2 COMENTÁRIOS
Tempos obscuros. Abandonado, negligenciado, vilipendiado e depauperado, as paredes do Farol do Mucuripe servem agora para abrigar grafites. É a cereja no bolo confeitado da ignorância histórica que nos assola.
O velho farol é um ícone arquitetônico de Fortaleza e do Ceará. O seu vergonhoso abandono é o outro ícone que se sobrepõe de maneira avassaladora. Talvez seja o Farol a única edificação da Capital em estilo barroco.
Junto do sol, do mar, da jangada, das serras, do sertão e da carnaúba, o Farol está representado na bandeira e no brasão do Ceará. É patrimônio histórico e bem arquitetônico tombado por lei estadual. Foi cantado em versos por Ednardo e belissimamente retratado pelo belga Georges Wambach (o quadro está na Fiec).
Erguido por mão de obra escrava em alvenaria, madeira e ferro, o Farol do Mucuripe foi inaugurado em 1846. Até ser desativado em 1957, funcionou por mais de 110 anos como os “olhos do mar” de Fortaleza.
Em reportagem publicada no O POVO de 10 de janeiro passado, a repórter Rafhaelle Batista mostrou sem retoques a triste realidade com que o Ceará e os cearenses tratam o seu patrimônio histórico e cultural. Vejam trechos:
“O capim crescido, o amarelo das paredes desbotado, dividindo espaço com as pichações, e as portas escancaradas são indícios do que se verá por dentro. Além de inscrições irregulares, há sujeira para onde se olha, placas sugerindo um serviço de informações que já não existe, jogadas no chão de um banheiro imundo, soterrado de barro e infestado pelo odor de fezes espalhadas no térreo e no primeiro andar. Para chegar até lá, uma escada de ferro do século 18, enferrujada, já despregando da parede, balança a ponto de causar vertigem em quem se aventura a subir”.
Tão grave quanto o exposto é a busca da reportagem pela “autoridade” responsável. A Secult jogou para a Setur que jogou para a SPU (Governo Federal) que jogou de volta para a Setur. Sim, a Setur que faz o Acquário de R$ 300 milhões.
Sim, a lamentável permissão (devidamente acatada) para grafitar as paredes do velho farol serviram para algo. Nesse sentido, os poderes públicos conspiraram contra si. O Governo do Estado, a estatal Cagece e a Prefeitura de Fortaleza são as patrocinadoras desse festival de “arte urbana”.
São estes citados poderes os responsáveis diretos pela preservação daquele patrimônio. Portanto, por decorrente raciocínio lógico, são eles (os entes públicos) os responsáveis pelo abandono e consequente depredação do Farol do Mucuripe.
No caso, o mérito dos “artistas urbanos” não está na “obra artística”. Esta, como toda arte, é discutível. Uns gostam. Outros não. Por sorte, é efêmera. Pode ser simplesmente substituída pelas cores originais do Farol. Mas, isso deve ser por obra e arte de especialistas em reconstituição de patrimônios arquitetônicos.
O mérito acidental da grafitagem (mais propriamente da cobertura jornalística) foi ter chamado a atenção para o abandonado Farol. No caso em questão, que este abuso “artístico” sirva para alguma atitude concreta (dos poderes públicos).
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Dose diária 19 11 2013
Marina Abramović and Ulay - MoMA 2010 Voce me mostrou e eu não quis esquecer.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Dose diária 18 11 2013 - 3
Me lembro de ter passado por esse casarão indo para Arneiroz, quis parar o carro e ver melhor, mas não parei, não fiquei, hoje descobri que ele vai ser destruído.
Não vale apena deixar nada para depois.
Não vale apena deixar nada para depois.
Dose diária 18 11 2013 - 2
O Passeio Publico: Fortaleza têm belezas, essa é uma dessas, com amigos ficam melhores. É foda hoje voce ficar procurando em sua cidade motivos para viver nela... gestão A ou gestão B... todo movimento de uma cidade boa parte de nossa luta, de encontrar poesias no dia a dia, espero viver Fortaleza, e não sobreviver nela.
sábado, 16 de novembro de 2013
Dose diária 17 11 2013
Queria lembrar poesias antigas para poder te dizer, alguns goles de letras que despejei em minha maquina, para bocas femininas com batons vermelhos, peles brancas, sem perfume, mas lembro das cores, do gosto.
Queria lembrar dos fantasmas que ainda vivem no centro de Fortaleza.
Queria lembrar seus nomes, seus amores, seus desejos, seus territórios afetivos, mas faz tempo que não me perco no centro, na hora de suas assombrações, faz tempo que venho me tomando de lucidez.
Faz tempo que não me lembro de ana, de todas as voltas que dei no seu corpo perdido, como me perdi, como me encontrei, em que curvas derrapei mesmo andando devagar, tocando como quem beija, andado com a lingua, para não morrer na próxima curva.
Para não morrer fiz cada coisa. Fiz tudo que podia para não morrer aquele sentimento.
Fiz tudo que podia para não morrer, mesmo que fosse não fazer nada.
Hoje é noite em Fortaleza, as musicas antigas não mudam, os fantasmas do centro de Fortaleza não têm sossego, hoje têm boates e puteiros de mais, mortos de menos.
Não se escutam nem os vivos, que dirá os mortos. Ana! Ana!, quanto custa sua atenção? um gole de cerveja.... eu escrevia poesias como quem acha que bebe no corpo da mulher ana, mulher, fantasma. Branco, Branco, maligna mente branca.
<MaligaMente> Não minta para mim ana, morri, antes de 1940? e tu não aceita-me mais em teu corpo. Não minta mente.
Queria lembrar dos fantasmas que ainda vivem no centro de Fortaleza.
Queria lembrar seus nomes, seus amores, seus desejos, seus territórios afetivos, mas faz tempo que não me perco no centro, na hora de suas assombrações, faz tempo que venho me tomando de lucidez.
Faz tempo que não me lembro de ana, de todas as voltas que dei no seu corpo perdido, como me perdi, como me encontrei, em que curvas derrapei mesmo andando devagar, tocando como quem beija, andado com a lingua, para não morrer na próxima curva.
Para não morrer fiz cada coisa. Fiz tudo que podia para não morrer aquele sentimento.
Fiz tudo que podia para não morrer, mesmo que fosse não fazer nada.
Hoje é noite em Fortaleza, as musicas antigas não mudam, os fantasmas do centro de Fortaleza não têm sossego, hoje têm boates e puteiros de mais, mortos de menos.
Não se escutam nem os vivos, que dirá os mortos. Ana! Ana!, quanto custa sua atenção? um gole de cerveja.... eu escrevia poesias como quem acha que bebe no corpo da mulher ana, mulher, fantasma. Branco, Branco, maligna mente branca.
<MaligaMente> Não minta para mim ana, morri, antes de 1940? e tu não aceita-me mais em teu corpo. Não minta mente.
Dose diária 16 11 2013
Tristeza maior, (ou tristeza é) é saber que os maus também ganham, e podem ter o mesmo final:
....viveram felizes para sempre....
....viveram felizes para sempre....
Dose diária 15 11 2013
QUERO LEMBRAR DISSO:
A Fortaleza que vai a pé e encara o medo
Nas calçadas, nas ruas, nas praças, há Fortalezas que encaram o pavor coletivo da violência. São pessoas que não fecham os olhos para algumas realidades, mas sabem que abandonar a cidade para viver o medo não garantirá um futuro diferente
NOTÍCIA5 COMENTÁRIOS
Pode ser que alguém, de trás de um vidro fumê ou de um portão trancado, já os tenha chamado de loucos. Ou ao menos tenha se surpreendido com a existência deles: os cidadãos que vivem Fortaleza ao ar livre. São seres libertos das amarras que a violência nos impõe; pessoas que conhecem as Fortalezas recheadas de um pavor que escorre por outdoors e redes sociais, mas preferem acreditar (e viver) as Fortalezas da vizinhança, da convivência, da cidadania, da vida comunitária.
Quando chegam à calçada, diariamente, parecem conseguir apaziguar a cidade - ou, pelo menos, a si. “Aqui é um trechinho que é só família, que é calmo. Não tenho medo. Este trecho aqui é nosso.” A definição do aposentado Antônio Juvêncio de Souza, de 82 anos, é sobre uma via cercada de conflitos no Conjunto Palmeiras: a rua Avaré, onde ele e a família vivem há 35 anos.“Passo das 11 horas (da noite) aqui e não vejo nada”, garante. Já o vizinho da frente, o também aposentado Antônio Filgueiras, 70, não é tão destemido. Fica tenso por saber que vive em um local em constante conflito. Mas não deixou que os tiros ouvidos corriqueiramente o fizessem abandonar a calçada-de-fim-da-tarde. “A gente fica aqui com um olho no gato e outro no peixe. Mas, graças a meu bom Deus, aqui é a rua melhor que tem. Neste pedacinho, parece que Deus passou a mão. Aqui é só gente de bem.”
Na calçada
Em algumas ruas de Fortaleza, os limites entre quintais e calçada parecem indefinidos. São pontos onde a cidade é tão coletiva e movimentada quanto tranquila. Na rua 23 de Outubro, na Praia de Iracema, por exemplo, vira e mexe o café com tapioca de Terezinha Tabosa Meire, 67, torna-se confraternização com as vizinhas em pleno passeio, enquanto as crianças correm sem parar pelo asfalto. Por ali, poucas são as que trocam o ar livre pelo computador. Na rua 23 de Outubro, vive-se uma Fortaleza livre. “Todo mundo se conhece, todos foram nascidos e criados juntos, as crianças ficam brincando. O perigo são os carros”, comenta a aposentada Francisca Eridan Carlos de Souza, 63. Assalto, portanto, não é tema de preocupação por ali. Eridan e as vizinhas temem mesmo os veículos que precisam entrar no único edifício da rua enquanto as crianças querem tomar o asfalto de brincadeiras.
Já no José Bonifácio, a aposentada Marlice Menezes, 66, usa a calçada como espanta-calor. “Não gosto de ficar dentro de casa. Aqui é fresquinho”, sorri. E não pense que por ali, na rua Conselheiro Tristão, não há assaltos: “Já teve uns roubos de uns celularzinhos”, conta Marlice. Mas nada a fez deixar de viver a cidade na calçada. “Fico até meia-noite, reúno a família toda e ficamos comendo dindin”, diverte-se.
“Com gente aqui a gente sente uma segurançazinha. O receio vem quando vai esvaziando”, comenta Antônio José Batista, 52, morador do Joaquim Távora. Até perto das 21 horas, ele costuma jogar futebol com o sobrinho Carlos Eduardo, de 5 anos, na praça da igreja da Piedade, no mesmo bairro.
Antônio José afirma que confia na tranquilidade ao ver o local cheio de conhecidos. O vazio é o que dá medo. “Uma família vê que a outra está aqui e vem”, explica. No local, ele diz, assaltos já foram vistos. Mas, como “tem lugar muito pior”, conforme crê Antônio, a praça ainda é ponto de encontro. “Temos que preservar isso.”
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