Queria lembrar poesias antigas para poder te dizer, alguns goles de letras que despejei em minha maquina, para bocas femininas com batons vermelhos, peles brancas, sem perfume, mas lembro das cores, do gosto.
Queria lembrar dos fantasmas que ainda vivem no centro de Fortaleza.
Queria lembrar seus nomes, seus amores, seus desejos, seus territórios afetivos, mas faz tempo que não me perco no centro, na hora de suas assombrações, faz tempo que venho me tomando de lucidez.
Faz tempo que não me lembro de ana, de todas as voltas que dei no seu corpo perdido, como me perdi, como me encontrei, em que curvas derrapei mesmo andando devagar, tocando como quem beija, andado com a lingua, para não morrer na próxima curva.
Para não morrer fiz cada coisa. Fiz tudo que podia para não morrer aquele sentimento.
Fiz tudo que podia para não morrer, mesmo que fosse não fazer nada.
Hoje é noite em Fortaleza, as musicas antigas não mudam, os fantasmas do centro de Fortaleza não têm sossego, hoje têm boates e puteiros de mais, mortos de menos.
Não se escutam nem os vivos, que dirá os mortos. Ana! Ana!, quanto custa sua atenção? um gole de cerveja.... eu escrevia poesias como quem acha que bebe no corpo da mulher ana, mulher, fantasma. Branco, Branco, maligna mente branca.
<MaligaMente> Não minta para mim ana, morri, antes de 1940? e tu não aceita-me mais em teu corpo. Não minta mente.
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