domingo, 28 de setembro de 2014
Dose diária 28 09 2014
O que acontece aqui... estou em constante contato e me sentindo cada vez mais sozinho e diferente, por outro lado tenho uma intensa vontade de conhecer cuba e a cidade e não consigo. Não consigo ler, falar e escrever.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Dose diária 24 09 2014
Aquela certeza que você não consegue escrever nem em português quanto mais em espanhol....
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Dose diária 24 09 2014
Os piores dias para mim são terça-feira, de longe... sinto falta de beber minha cerveja ao som de chorinho e samba no assis, sozinho, calmo e feliz por ser só... sou timido, calado, sério, na medida do bom tom.
Mas o mundo não é feito p pessoas assim... as pessoas de meu século estão adaptadas ao rápido e barato, não sabem enxergar o valor do que eu escondo por dentro de minha timidez...
Fugimos de nosso mundo, mas acabamos por levar ele conosco... e escutar samba de vinicus não ajuda com certeza.
Estou feliz, mas preocupado, com tempo isso muda.
Mas o mundo não é feito p pessoas assim... as pessoas de meu século estão adaptadas ao rápido e barato, não sabem enxergar o valor do que eu escondo por dentro de minha timidez...
Fugimos de nosso mundo, mas acabamos por levar ele conosco... e escutar samba de vinicus não ajuda com certeza.
Estou feliz, mas preocupado, com tempo isso muda.
domingo, 14 de setembro de 2014
Dose diária 15 08 2014
Hacer peliculas.
Cuba é intensam linda, forte, a escola também, mas abate em mim uma tristesa, uma melancolia, do nao conseguir, nao conseguir sorrir, nao coseguir dançar... nao conseguir falar espanhol, me sino só, mas vim aqui para fazer peliculas
Vou ser tudo que posso ser, do meu jeito verdadeiro de ser, que ser é esse? aqui devo encontrar.
Hacer peliculas.
Conhecer o mundo e a si mesmo, e sim: fazer filmes.
Hoje uma tristeza se abateu sobre mim novamente, e foi calmo, forte, tranquilo, e desesperador, mas faz parte de quem se lança em algum tao desconhecido, ter sentimentos fortes como esse. Que tudo de certo, espero, e me carrego de boas energias nesse sentido.
sábado, 9 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Dose diária 06 08 2014 - 2
Conseguir os químicos para revelar nossos filmes em casa, assim como os demais suprimentos, tem ficado cada vez mais difícil. Seria muito bom se conseguíssemos resolver esse problema e fazer nossos próprios químicos em casa, não é? Se você não sabia, fique sabendo: há várias opções de reveladores que podem ser feitos no banheiro de casa ou até mesmo na cozinha, como é o caso do Cafenol, já comentado diversas vezes aqui no site.
Nesse artigo em particular, eu gostaria de falar a respeito do Parodinal, um revelador cuja síntese demanda componentes um pouco mais específicos que o Cafenol, mas que permite resultados mais previsíveis e que também não é difícil de fazer.
O Parodinal é uma cópia caseira do Agfa Rodinal, um dos mais antigos reveladores registrados, patenteado em 1891 pelo Dr. Momme Andresen. Ele é um revelador universal que pode ser usado nos mais diversos materiais com prata fotossensível e começou a ser produzido com pequenas modificações por diversas empresas uma vez que a Agfa alemã fechou e seu direito pela patente do revelador terminou.
Deixando de enrolação e indo direto ao ponto, para fazer o Parodinal são necessários basicamente 4 elementos:
- paracetamol (isso mesmo, o comprimido para dor de cabeça),
- água destilada,
- sulfito de sódio e
- hidróxido de sódio.
O paracetamol pode ser usado na forma de comprimidos mesmo, desde que bem esmagados até virar pó, mas o ideal é usar o pó puro, o qual nunca encontrei. A água destilada, o sulfito de sódio e o hidróxido de sódio podem ser comprados sem problemas em lojas que vendem produtos químicos para análise e com o tamanho dos potes vendidos você vai poder fazer Parodinal pro resto da vida.
São várias as fórmulas de Parodinal encontradas na internet, então vou colocar aqui apenas o passo a passo que eu segui e tem me servido muito bem na hora de fazer o meu revelador.
Ingredientes:
20 comprimidos de Paracetamol 750mg
20 g de Hidróxido de Sódio
50 g de Sulfito de Sódio
Água destilada
Frasco âmbar de vidro de 250ml
20 comprimidos de Paracetamol 750mg
20 g de Hidróxido de Sódio
50 g de Sulfito de Sódio
Água destilada
Frasco âmbar de vidro de 250ml
Passo a passo:
1. Macere os comprimidos de paracetamol até que virem um pó fino. Para fazer isso, eu os coloquei em um saco plástico reforçado e bati com um martelo levemente até que virassem pó.
1. Macere os comprimidos de paracetamol até que virem um pó fino. Para fazer isso, eu os coloquei em um saco plástico reforçado e bati com um martelo levemente até que virassem pó.
- Em um recipiente de vidro, coloque 150ml de água destilada e dissolva o hidróxido de sódio na água. TOME CUIDADO: a mistura vai ficar quente e o hidróxido de sódio queima a pele!
- Misture o paracetamol macerado na mistura ainda quente pois o calor vai ajudar o pararetamol a se dissolver mais rápido.
- Com a ajude de um funil, despeje a solução de hidróxido de sódio e paracetamol dentro do frasco âmbar.
- Agora é hora de adicionar o sulfito de sódio direto no frasco âmbar, isso deve esfriar a mistura.
- Para finalizar, basta completar o frasquinho até os 250ml e aguardar 72h para que a reação química aconteça e o revelador esteja pronto para usar.
Depois de pronto, é normal a formação de cristais no fundo do recipiente âmbar. Eles ajudam a conservar o Parodinal (que já é famoso por não estragar praticamente nunca). Para saber se o revelador prestou, pingar uma gota do revelador puro sobre um pedaço de filme exposto não revelado serve como um teste bruto. O ponto deve ficar preto rapidamente. Para finalizar, O Parodinal pode ser usado tanto para revelar papéis fotográficos, usando diluições de 1:100 a 1:500, quanto para filmes, com diluições que vão de 1:25 a 1:100 normalmente, sendo que eu sugiro usar os tempos e diluições do The Massive Dev Chartcomo base para revelação.
Abaixo, algumas fotos reveladas com esse químico. Ah! E se você está chegando agora no mundo da revelação e quer entender o processo todo, experimente ler os outros artigos da categoria “revelação” aqui do site.
Dose diária 06 08 2014
Quero e preciso lembrar disso
http://ruimoraisdesousa.blogspot.com.br/2010/12/hasselblad-500-cm-heidelberg.html
Camera: Hasselblad 500 C/M
Lenses: Carl Zeiss Distagon C 4/50mm, Carl Zeiss Planar C 2.8/80mm
Yellow or Red filter
Film: Kodak T-Max 400
Developer: Kodak D-76, diluted 1+1
Location: Heidelberg, Germany
Date: 1st of November, 1988
Scanner: Epson 4990 Photo
http://ruimoraisdesousa.blogspot.com.br/2010/12/hasselblad-500-cm-heidelberg.html
Camera: Hasselblad 500 C/M
Lenses: Carl Zeiss Distagon C 4/50mm, Carl Zeiss Planar C 2.8/80mm
Yellow or Red filter
Film: Kodak T-Max 400
Developer: Kodak D-76, diluted 1+1
Location: Heidelberg, Germany
Date: 1st of November, 1988
Scanner: Epson 4990 Photo
terça-feira, 8 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Dose diária 07 07 2014
A despedida.
O suporte.
Com que podemos escrever.
Regra numero 2
O jogo.
O suporte.
Com que podemos escrever.
Regra numero 2
O jogo.
DESCRICAO
ATÉ 3.000 CARACTERES
Queria poder começar esse projeto com uma imagem, visto que o
suporte não permite, escrevo e convido a quem agora me lê que visualize essa
ideia.
Duas pessoas se despedindo, um casal de três anos de namoro, onde se
preparam para três anos de separação. Que imagem seria essa? Um abraço; um
beijo; um mão que toca um rosto?
Sugiro que o avaliador fique pelo menos trinta segundo pensando
nessa imagem, a foto de uma despedida, a sua fotografia, é necessário para que
entenda meu projeto essa simples aceitação de regra de jogo. (pausa recomendada
de 30s)
Minha resposta: o casal de costas olhando para horizontes opostos,
uma mão segura a do companheiro, a outra uma câmera, ela uma digital, ele uma
analógica.
Essa seria minha imagem de despedida. A dela seria ela abraçando uma mala que não
fecha de tão lotada caindo pétalas de rosas.
Essa seria a primeira opção do google:
http://www.mensagenscomamor.com/images/interna/new/frases_de_despedida.jpg
Múltiplas são as imagens, se você tivesse a sorte de adentrar a
intimidade deste casal, saber suas intenções, suas historias, se isso tudo
fosse acessível via cartas por exemplo, se colocasse sobre o vapor quente de
uma chaleira, cuidadosamente abrir essa carta, violando a intimidade e a
privacidade dos dois, e quando revelada encontrar somente imagens, confidencias
visuais, intimidades visuais, provavelmente somente sua imaginação teria acesso
aos conteúdos dela.
Esse é o mote de nosso trabalho,
escreVer correspondências através de fotografias, a série começa com doze fotos feitas aqui em
Fortaleza, Juazeiro do Norte e em Jericoara e continuara em uma sequencia de
trocas feitas em cartas em um diálogo de imagens.
Em um universo em que amor, e saudade, não existe fisicamente como
objeto, nossa expressão ganha significado e suporte no campo das imagens,
aquilo que não se vê e nem pode ser expresso em palavras, virá impresso no
fotograma de afetividades: gestos, cores,
contrastes e etc.
O trabalho começa com uma sequencia de 12 imagens feitas em lugares
importantes para os dois em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Jericoacara. Essa
primeira série se chamara a despedida, um prólogo a segunda e terceira etapa do
laboratório.
A segunda etapa período de trocas de cartas imagéticas, primeira regra, somente palavras, esse
período será extenso, de quatro meses, a ideia é que seja acompanhado uma evolução de sentimentos,
seja de saudade, amor ou de dúvidas, o que aparecer e se intensificar durante o
processo de criação. Nessa etapa as grafias em seus suportes serão múltiplos,
como as imagens e os sentimento, ela usará sua câmera digital, eu minha
analógica em médio formato (120mm), ou
eu usarei minha 35mm OLIMPUS PEN e ela sua YASHICA 35mm, misturaremos os
utensílios e texturas, usando isso como segunda regra.
O fruto dessa correspondência será exposto lado a lado, imagem e
resposta.
A terceira e ultima etapa será ao final das trocas de
correspondência em forma de cartase: imagem-movimento.
JUSTIFICATIVA
ATÉ 3.000 CARACTERES
A um ano sei que vou passar três anos morando em Cuba, estudando
documentário na Eictv. Passei 27 anos de minha morando desse 3 anos amando a
minha a atual namorada, aqui em Fortaleza.
Sentimentos de partida, de mudar para outro pais, de despedida de
sua terra natal e de passar tanto tempo distante de quem se ama, provocam
grande fluxos de sentimentos e reflexão. Nem sempre bem expressos em palavras.
Imagens, gestos e principalmente a arte vem nesse socorro.
A ideia se apoia em experiências de fotógrafos consagrados como
Tiago Santana, Marcelo Broadsky e Cássio Vasconcellos em correspondências
visuais na sua experiências em diálogos com imagens que entrou em exposição no
Banco do Nordeste em 2011 (link do catálogo em anexo).
No campo das artes plásticas nos relacionamos com Sophie Calle em
“Cuide de Você” no que tange relações publico e privado e de usar o
relacionamento/ afetividade e a carta como substrato de inspiração.
Em um mundo de redes sociais que incentiva o compartilhamento do
mundo privado através de imagens por exemplo Instagram o nosso trabalho pode a
principio parecer andar conciliado com este. Mas queremos justamente um contra
fluxo da banalização das imagens e do intimo e privado.
Nossas imagens atravessa o campo do intimo, falam de nossos
sentimentos de coisas que caberia a somente aos dois no campo do
relacionamento, despedida, sexo, ansiedade, saudade, ciúme, crises, felicidade
etc... mas as palavras são imagens, a intepretação e leitura não é nossa,
nenhuma foto terá legenda, tão somente a resposta correspondente em fotografia:
minha imagem sentimento – sua imagem sentimento.
A provocação a atual relacionamento via redes sócias atravessa nosso
trabalho portanto, mas não é nosso mote e ponto de partida. A ideia ainda se
centra no campo da linguagem fotográfica, e nos sentimentos de solidão próprio
do oficio fotográfico (meu enquadramento) aliado a um outro sentimento de
melancolia provocado pelo sentimento de partida (de ida de Cuba, saída de sua
terra natal e de afastamento do relacionamento).
O método escolhido vai de encontro a isso, a intenção e o campo de
abertura para analise critica dessa conjectura, as regras do jogo e as três
etapas também, assim como os sentimentos vão evoluindo o método de transforma,
um arco dramático e de sentimentos.
CARTA
DE INTENÇÃO ATÉ 3.000 CARACTERES
EscreVer imagens.
A ideia é simples, como a poesia. Se me carta de intenção poder ser
uma imagem seria a primeira em anexo.
Este trabalho é fruto de quem vai, de um ser apaixonado, por sua
terra, por seu amor, e pela fotografia seja estática ou em movimento.
Este trabalho é um rito, rito de passagem de quem vai, preparação,
confliro e reflexão.
Seguira as etapas de quem vai, a angustia, a nostalgia e sentimentos
que a ida despertam, o medo e a felicidade de quem chega e enfim a reflexão, a
aceitação e iluminação de um percurso. Uma dialética do sentimento ou um
percurso eremita da imagem.
O quadro fotográfico, o filme analógico que acolhe a escrita feita
com luz, a imagem revelada, no químico revelado, a imagem que não é mais sua,
exposta, analisada, sentida e que deflagra outra imagem, imagem + imagem que
dão um terceiro sentido, então finalizado em um quarto que se encerra no olho
de quem vê.
O privado e o intimo revelado, desvelado, mas como quem vê em parte,
não face a face, entregue na mão da imaginação. O meu diálogo em diálogo com expectador.
O vídeo, a imagem movimento vêm como quem não consegue segurar o
poder do sentimento não expresso, aquele que já não se podia falar, impregnado
na imagem, será ainda superado, se transforma em serie, e depois em sequencias
de imagens, para enfim ser um vídeo analógico/digital.
Assim como são múltiplos os sentimentos de quem ama, odeia, se sente
só e parte, assim o é a nossa textura de expressão, própria mesma de nossa
historia e personalidade, eu uso maquina de escrever (vide vídeos) uso maquinas
analógicas e escuto discos em minha vitrola, da mesma forma minha companheira.
A casa que dividimos é repleta desses objetos, que dividem espaço com um
celular, macbook, Canon digital e uma televisão.
O trabalho aqui aposta nessa ideia, POEME-SE, com cartas-imagens
queremos compartilhar de forma simples e poética dessa curva dramática, entre
ir e ficar só, estar longe não quer dizer está distante, estar só não quer
dizer está na solidão. Mostrar de forma artística a própria contradição do
sentimento.
Sentimento que se colocará dentro de um processo artístico com
regras: troca de cartas somente com imagens e repostas dadas em suporte
diferentes. Agrupadas em três períodos.
É essa nossa intenção, de na simplicidade de um diálogo entre dois:
comunicar. Acreditando em Utopias pois a
realidade anda carecendo de necessidade.
PROPOSTA
DE TRABALHO DE CONCLUSAO ATÉ 2.000 CARACTERES
Como já bem indicado acima, o projeto de apresentação final será uma
série em três partes, seguindo o percurso dos sentimentos: partida, conflito e
reflexão.
Primeira etapa: doze fotos tiradas nas localidades de Fortaleza,
Juazeiro do Norte e Jericoacara. Essas imagens serão de caráter performático
dialogando com trabalhos antigo do casal como O Centro Invisível por exemplo(vide anexo).
Segunda etapa: correspondências, seguindo as duas regras, serão
expostas em colunas lado a lado, imagem-resposta, em série de acordo com a
quantidade de cartas trocadas.
Terceira etapa: vídeo, dois de 3 minutos no máximo, um feito em
super oito e outro na forma digital. Eu
com minha super oito ela com sua Canon. 30 fotos por segundo dando a falsa
impressão de movimento.
A primeira e segunda regra vão ser seguidas, o vídeo deverá ter no
máximo 3 minutos, tempo de um cartucho super oito.
Todas as séries não são para ter legendas, seguindo nossa primeira regra.
terça-feira, 24 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
Dose diária 22 06 14 - 2
Não gostei tanto dos quadros. Mas gostei da boca, pesei como seria beijar ela.
Pensei também como isso da um bom filme.
A artista plástica Natalie Irish provou que, a partir deste gesto tão simples e ao mesmo tempo tão significativo, é possível construir mais do que relações, mas também um tipo arte de arte inovadora, carregada de sensibilidade e
carinho.
carinho.
Tratam-se de telas pintadas com beijos, em que a americana utiliza os lábios como ferramenta de pintura, ao invés do pincel. E no lugar da tinta, diferentes cores de batom.
Dona de uma impressionante suavidade estética e uma técnica impecável, Natalie inspirou-se no pontilhismo e conta que a ideia surgiu enquanto se maquiava para sair, acreditando que poderia utilizar os os lábios como impressões digitais.
Famosos em diversos países, os live paintings da ‘artista do beijo’ costumam atrair um grande número de espectadores. Marilyn Monroe, Elvis Presley e John Wayne, fazem parte das personalidades que compõem o seu portfólio.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Dose diária 19 06 2014
Se alguém já passou por isso me explica, sentimento estranho, a um ano sei que estou a um passo de algo que vai mudar minha vida, a um ano sei que vou passar três anos (no mínimo) longe de onde morei quase toda minha vida. A um ano estou de despedida da cidade que mais amei (e portanto que mais me fez feliz, e triste, e com raiva...) a um ano que sinto a cidade passando em meus olhos, muitas vezes é isso mesmo, como uma tela, não conseguindo participar de seus encantos.
Amigos Alencarinos, que sentimento é esse? que já deixo me impregnar e me levar. Fortaleza faz parte de mim, mas a um ano, estou perdendo algo que me prendia a ti. Condenado a liberdade, te amo mais, calmamente te amo, e menos normal sou em ti minha cidade, menos normal consigo ser. Sou Raimundo Varão poeta esquecido amado e odiado fantasma que vive na Ponte Metalica, Mario Gomes dono tranquilo dos espaços culturais de fortaleza, Otacilio Azevedo que vive nas memórias de uma fortaleza descalça, Manoel Jacaré eterno preso de um mar verde que olhar ainda descansa e serve de paisagem para os namorados da ponte dos ingleses, sou o Estoril vivo e morto que serve de palco para algumas de minhas memórias, sou o 90, sou as ruas do centro vazias andando bebo de bicicleta madrugada a dentro, sou o bar do assis que sento com meu livro para escutar chorinho, sou o livro esquecido de Jose Alcides Pinto e perdido atrás de uma estante no sebo do Geraldo em que um rato rói... sou uma Pintura de Chico da Silva encontrada em uma oficina mecânica, sou o mesmo disco visto por uma pessoa antes ou depois de tomar um acido, sou as dunas que resistem na Sabiaguaba de onde se sobe e vê se o rio a mata e a cidade na mesma perspectiva. Sou aquele que fica no Gato Preto, calado, observando, vendo todas essas historias passar por entre as portas daquele estabelecimento.
Sou um pouco de todas as minhas memórias aqui vividas, mas sou o que escolho ser, minha existência precede minha essência.
Sou quem vai embora, apartado, junto, unido, sou um poeta de imagens um artista que está perto de sua maior jornada: utopia.
Amigos Alencarinos, que sentimento é esse? que já deixo me impregnar e me levar. Fortaleza faz parte de mim, mas a um ano, estou perdendo algo que me prendia a ti. Condenado a liberdade, te amo mais, calmamente te amo, e menos normal sou em ti minha cidade, menos normal consigo ser. Sou Raimundo Varão poeta esquecido amado e odiado fantasma que vive na Ponte Metalica, Mario Gomes dono tranquilo dos espaços culturais de fortaleza, Otacilio Azevedo que vive nas memórias de uma fortaleza descalça, Manoel Jacaré eterno preso de um mar verde que olhar ainda descansa e serve de paisagem para os namorados da ponte dos ingleses, sou o Estoril vivo e morto que serve de palco para algumas de minhas memórias, sou o 90, sou as ruas do centro vazias andando bebo de bicicleta madrugada a dentro, sou o bar do assis que sento com meu livro para escutar chorinho, sou o livro esquecido de Jose Alcides Pinto e perdido atrás de uma estante no sebo do Geraldo em que um rato rói... sou uma Pintura de Chico da Silva encontrada em uma oficina mecânica, sou o mesmo disco visto por uma pessoa antes ou depois de tomar um acido, sou as dunas que resistem na Sabiaguaba de onde se sobe e vê se o rio a mata e a cidade na mesma perspectiva. Sou aquele que fica no Gato Preto, calado, observando, vendo todas essas historias passar por entre as portas daquele estabelecimento.
Sou um pouco de todas as minhas memórias aqui vividas, mas sou o que escolho ser, minha existência precede minha essência.
Sou quem vai embora, apartado, junto, unido, sou um poeta de imagens um artista que está perto de sua maior jornada: utopia.
sábado, 14 de junho de 2014
Dose diária 15 06 2014
Tomei banho de chuva em Fortaleza.... um item a menos das coisas há resolver.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Dose diária 11 06 2014
... certa melancolia se emprega em mim, e eu deixo... sem vontade de lutar em fortaleza...
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Dose diária 06 06 2014
Aquela hora em que a tentativa de ser normal me deixa mais estranho.
Assim me sinto em Fortaleza.
Assim me sinto em Fortaleza.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Dose diária 29 05 2014
Hoje fiz as contas e vi, que não terei dinheiro suficiente.
Hoje fiz as contas de como estou cheio da mesmice desse povo aqui de Fortaleza...
Hoje cansei de fazer contas. Coração partiu, falta eu ir de partida também.
Hoje fiz as contas de como estou cheio da mesmice desse povo aqui de Fortaleza...
Hoje cansei de fazer contas. Coração partiu, falta eu ir de partida também.
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