sábado, 25 de janeiro de 2014

Dose diária 25 01 2014 - 3

ESCRITOS DE UMA MESA DE BAR - BAR DO ASSIS-BENFICA-DIA DE TERÇA DE CHORINHO:

O Poeta dormia todo dia as 7:00 da noite, ignorando a boêmia.

Fechou parte do gosto que tinha. Fechou os olhos para a boca dela, e a melhor maneira de não abrir, era não bebendo.

Não beijar o copo de cerveja.




Era noite. O tempo parecia parado naquela rua. So as poucas luzes acesas da casa indicava vida.
E como um fantasma que se tornara se apresentava sentado em sua esquina.

Este é meu personagem.

Um samba perdido no meio da noite. Um pedaço de papel escrito no bar.

Há alguns dias perdera seu amor, ou não perdeu, este se desgastou em seu peito, ficou sem saber para onde fluir, ou se fluia. Foi so uma conversa que começou pelo banal de sempre.

- Tu  já viu ciencia sem matematica?
- Não sei... acho que sim...
- To dizendo ciencia! ciência! - falou exclamando...
- Até para entender as bactérias precisa de matemática.
- E o amor? a filosofia?
- Nem um nem outro é ciência...

A continuação daquele momento foi em silencio. Com goles de cerveja que não deixavam encontrar os olhares.

A conta paga parecia encerrar qualquer negocio entre eles.




Os próximos dias seriam assim. Em frente a sua casa. Vendo o mundo possuir seus olhos e não participando dele.

O pequeno universo que sua cadeira posta em frente de casa o possibilitava ver.

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